Eu tenho que escrever...
Eu tenho que escrever!
Mas, não sei o que escrever...
Podia escrever sobre guerreiros, magoe e dragões.
Ou sobre andróides e ciborgues.
Ou sobre duas pessoas apaixonadas.
Ou poderia escrever "Querido diário...".
Sendo que eu não tenho vontade de escrever sobre isso.
Não agora...
Pensei em ficar conversando com alguém...
Porém, ninguém se ofereceu.
Talvez eu não quis falar com ninguém.
Por desinteresse nos tópicos da futura conversa.
- Ah! Você viu a novela ontem?
- Sabe da nova loja daqui da rua?
- Olha meu celular novo!
Ou por medo das reações causadas pelas minhas opiniões.
- Ridícula!
- Só quer saber de se meter na vida dos outros..
Engraçado é que pouco quero saber da vida dos outros.
A aula está chata para minha cabeça.
Deve ser o assunto que não consigo entender.
Deve ser o professor, que está agora falando do fora que levou da namorada e dizendo que mulheres não prestam.
Estou cansada demais para discutir isso com ele.
Provavelmente, não vale a pena correr o risco de ser suspensa ou expulsa por causa de um ponto de vista que tenho e que pode ser mal interpretado.
Vou ficar aqui analisando uma declaração escrita com um corretivo branco sobre a carteira azul.
Dizendo que tal pessoa é uma vaca!
Não, não conheço a pessoa.
Sim, tenho teorias sobre isso.
É diferente do habitual, desenhos de orgãos genitais, frases do tipo "me chute" ou "vá se foder", declarações de amor e ódio a determinados professores, etc.
Eu não sei se o adjetivo empregado está no seu sentido literal ou sentido figurado.
Penso que a pessoa dita se parece com uma vaca.
Penso que uma tal vaca se parece com uma pessoa.
Não, fisicamente e sim, subjetivamente.
Sim, fisicamente e não, subjetivamente.
A pessoa é uma vaca ou a vaca tem nome de uma pessoa?
terça-feira, 23 de abril de 2013
domingo, 10 de março de 2013
A Rosa e a Violeta
Quando parece que o mundo está contra você...
Você imagina que alguém vai lhe ajudar...
Nada vai acontecer...
Você sabe disso...
Todos sabem disso.
Mas, mesmo sabendo disso, você tenta ao máximo não acreditar
nisso...
-x-
Sabe quando a solidão lhe afoga ao extremo?
Quando a esperança morre...
Quando há uma desilusão...
Estava sentada.
No banco da praça...
No silêncio.
Com medo.
Sozinha.
Fechei os olhos.
Depois abri.
Vi uma rosa na mão de uma pessoa.
Uma rosa vermelha.
Um homem.
Fecho os olhos.
Abro novamente.
Vejo uma violeta na minha frente.
Uma violeta azul na mão de um homem.
Outro homem.
Fecho os olhos.
Abro novamente.
Não vejo nada.
Olho para a direita.
O homem da Rosa.
Alto, usava óculos, cabelos castanhos escuros.
No olhar, uma sabedoria e uma tremenda confiança.
Uma grande autoestima.
Usava uma roupa de soldado do século XIX.
Porém, carregava um cajado, além de sua pistola no coldre.
Parecia uma pessoa fora de seu tempo.
Ele olhou para mim.
E deu um sorriso.
Um sorriso sincero, de querer fazer o outro se sentir
melhor.
Um desejo de querer o bem.
Sorri em resposta.
Mais uma vez olhei para frente.
Não vejo nada.
Olho para a esquerda.
O homem da violeta.
Estatura média, olhos verdes, cabelo grisalho.
No olhar uma experiência e uma pequena desconfiança.
Uma pequena paranoia.
Usava um kimono do Japão feudal.
Tinha uma katana na cintura.
Sempre com a mão perto dela.
Também parecia uma pessoa fora do seu tempo.
Porém, não esqueceu quem é.
Ele olhava ao redor.
Depois olhou para mim.
Com um olhar meio desconfiado, com medo.
Deu um sorriso.
Um sorriso meio tímido.
Com medo de se afeiçoar...
Também sorri em resposta.
Pela última vez, fechei os olhos.
Abri.
Não vejo nada.
Olho para esquerda....
Nada.
Olho para a direita...
Nada.
Olhei para frente...
Nada.
No meu colo repousava uma Rosa e uma Violeta...
Assinar:
Comentários (Atom)