domingo, 10 de março de 2013

A Rosa e a Violeta


Quando parece que o mundo está contra você...
Você imagina que alguém vai lhe ajudar...
Nada vai acontecer...
Você sabe disso...
Todos sabem disso.
Mas, mesmo sabendo disso, você tenta ao máximo não acreditar nisso...
-x-

Sabe quando a solidão lhe afoga ao extremo?
Quando a esperança morre...
Quando há uma desilusão...
Estava sentada.
No banco da praça...
No silêncio.
Com medo.
Sozinha.
Fechei os olhos.
Depois abri.
Vi uma rosa na mão de uma pessoa.
Uma rosa vermelha.
Um homem.
Fecho os olhos.
Abro novamente.
Vejo uma violeta na minha frente.
Uma violeta azul na mão de um homem.
Outro homem.
Fecho os olhos.
Abro novamente.
Não vejo nada.
Olho para a direita.
O homem da Rosa.
Alto, usava óculos, cabelos castanhos escuros.
No olhar, uma sabedoria e uma tremenda confiança.
Uma grande autoestima.
Usava uma roupa de soldado do século XIX.
Porém, carregava um cajado, além de sua pistola no coldre.
Parecia uma pessoa fora de seu tempo.
Ele olhou para mim.
E deu um sorriso.
Um sorriso sincero, de querer fazer o outro se sentir melhor.
Um desejo de querer o bem.
Sorri em resposta.
Mais uma vez olhei para frente.
Não vejo nada.
Olho para a esquerda.
O homem da violeta.
Estatura média, olhos verdes, cabelo grisalho.
No olhar uma experiência e uma pequena desconfiança.
Uma pequena paranoia.
Usava um kimono do Japão feudal.
Tinha uma katana na cintura.
Sempre com a mão perto dela.
Também parecia uma pessoa fora do seu tempo.
Porém, não esqueceu quem é.
Ele olhava ao redor.
Depois olhou para mim.
Com um olhar meio desconfiado, com medo.
Deu um sorriso.
Um sorriso meio tímido.
Com medo de se afeiçoar...
Também sorri em resposta.
Pela última vez, fechei os olhos.
Abri.
Não vejo nada.
Olho para esquerda....
Nada.
Olho para a direita...
Nada.
Olhei para frente...
Nada.
No meu colo repousava uma Rosa e uma Violeta...