Na vida, eu tenho três certezas.
Primeira. Eu nasci.
Segunda. Um dia morrerei.
E a terceira. Você terá seu coração partido ou irá partir um em qualquer momento da sua vida.
Não que esta ordem seja seguida perfeitamente, porém vai acontecer.
Mais cedo ou mais tarde.
E não há como evitar.
Em um recente caso semelhante, uma menina teve por um momento sua dor consolada.
Por uma estátua.
Mais precisamente na Praça Maciel Pinheiro. Estátua de escritor.
Escritora.
Se fosse uma pessoa mais comum, como um político ou um figurão da sociedade, não teria o mesmo impacto. Poder ser que tenha até mais impacto do que aquela história.
Nunca iremos saber. E eu sou somente o narrador.
A estátua era de uma tal Clarice Lispector, nunca li nenhum texto dela, então não julgo.
A menina ficou lá parada, por alguns segundos de eternidade.
Sim, o tempo é relativo para todos.
Nesse meio tempo de trocas de olhares, surgiram perguntas, respostas, indagações e certezas.
Nesse momento, a menina se sentiu uma cor.
Nem claro, nem escuro.
Nem homem, nem mulher.
Ela também se sentiu flexível, um coração flexível.
Por isso que eu nunca entendi das pessoas entregarem seu coração.
Um coração flexível que pode amar tudo e a todos e principalmente, amar a si mesma.
Isso foi somente por causa de uma estátua.
"O que aconteceu depois?" Você pergunta.
Primeiro, ela notou que outras pessoas não viam as coisas do mesmo jeito. Provo isso com o fato que a mãe dela nunca notou aquela estátua.
E ela estava lá durante todo o tempo. O tempo todo.
Será que ainda é tempo de morangos?
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