- Entre aí!
Foi o que me mandaram.
Abri a porta.
Entrei.
Estava escuro, frio, misterioso.
Algumas luzes se acenderam aos poucos.
Com alguns sussurros macabros de companhia.
Estava desprotegida. Nua. Sem minhas camadas de complexidade e identidade.
Percebi que estava em um labirinto.
Comecei a ficar com medo. Quem não ficaria?
Por um momento achei que as paredes mudassem de lugar a cada piscar.
Ou a paranoia me impedia de pensar?
Velhas lembranças caindo como gotas de chuva.
Teias de problemas.
Paredes cheias de ilusões.
Coração desesperado. Mente despedaçada. Solidão gritante.
Mas, em um momento.
O tempo deixa de ser tempo.
O olhar expande.
Suas camadas lhe dão consistência.
As vozes perturbadas se calam.
Só uma voz. Uma só melodia.
O bater do coração esperançoso.
E um fio vermelho guiando até a saída do labirinto.
O labirinto dentro de cada um de nós.
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